Marina critica vale tudo em campanha para Presidência
Marina Silva, afirmou, ao Jornal do SBT, ser que não se pode fazer “um vale tudo na política”
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou ao Jornal do SBT, ser que não se pode fazer “um vale tudo na política”. A candidata voltou a defender que seja feita uma investigação rápida, com punição para os responsáveis pelos vazamentos e dados sigilosos da Receita Federal. Entre os que tiveram os dados violados, estão quatro integrantes da direção do PSDB e Veronica Serra, filha do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.
“Eu quero as investigações, quero as explicações. A sociedade brasileira está se sentindo vulnerável. Nós não podemos fazer um vale tudo na política, eu disse que queria mais debate e não embate. E eu vejo que estamos resvalando para o vale tudo, o que não é bom”, afirmou a candidata.
Marina disse ainda que está fazendo “um esforço muito grande” para discutir propostas na campanha. Na avaliação da candidata, está havendo uma situação de “descontrole” na Receita Federal. Ela voltou a cobrar explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a quem a Recita Federal está subordinada.
“Você ter seu sigilo fiscal violado quer por interesse político, quer por uma quadrilha que atua dentro da Fazenda, da Receita para achacar as pessoas isso é muito grave. A carreira da Receita Federal é uma carreira de estado e foi feita assim para proteger as pessoas. Agora o que vemos é uma situação de descontrole. O silêncio do ministro [Guido Mantega, da Fazenda] que já é uma omissão e um desrespeito à sociedade”.
Durante a entrevista, Marina defendeu a realização de um plebiscito para tratar da legalização do aborto.
“Eu acho que é a forma mais democrática de tratar um tema como esse porque isso envolve uma questão moral, uma questão filosófica, uma questão ética e espiritual. E não se tem muita informação. O aborto não é usado, não deve, e ninguém defende isso como método de contracepção, mas há esse debate. No meu entendimento, falta debate, falta esclarecimento, e a melhor forma de defender isso é por meio de um plebiscito.
Questionada sobre reforma agrária, Marina disse que o país tem uma “dívida muito grande” com a questão.
“Extrapolação das regras democráticas não pode acontecer por nenhum dos lados. Nem por aqueles que são favoráveis à reforma agrária, nem pelos que são contrários. Nós temos uma dívida muito grande com a questão agrária no país, que foi a falta de democratização do acesso à terra para milhares de pessoas, mas isso não nos dá o direito de usar qualquer forma de violência que ultrapassa o estado democrático de direito. Não podemos permitir a extrapolação por nenhum lado, mas não se pode criminalizar o movimento social que é a justiça social e o acesso à terra”, disse.
Tags: Campanha, Crítica, Marina Silva, Presidência, vale-tudo
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