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PT e PSDB preparam antídotos contra rivais

Os comitês eleitorais investem na suavização da imagem


21/06/2010 - 10:00 - G1

Na largada para a disputa presidencial, o PT e o PSDB tentam imunizar seus candidatos contra os ataques previstos para a campanha.

Além de proteção contra o adversário, a coordenação de comunicação das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se empenha na busca de antídotos para seus pontos fracos.

Não é à toa que Serra repete ser o criador do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Segundo pesquisa Datafolha feita em maio, 50% dos entrevistados o identificam como “quem mais defenderá os empresários”.

Segundo publicitários e integrantes do comando das duas campanhas, a comparação de Dilma ao líder sul-africano Nelson Mandela também é uma medida preventiva contra a exploração de sua participação em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura militar (1964-1985).

Outra vacina aplicada por Dilma foi atribuir essa atuação política ao “radicalismo” característico da juventude.

Segundo os adversários, Serra se defende ao afirmar que o combate às drogas é responsabilidade federal, além de acusar a Bolívia de cumplicidade com tráfico.

Para petistas, o tucano sabe que a segurança pública em São Paulo será alvo de ataques na campanha.

Dilma, por sua vez, teria ido ao exterior para neutralizar o discurso de que não tem a mesma notoriedade internacional de Lula. O PSDB imitou: incluiu, no programa partidário, imagens de Serra na ONU, durante sua gestão no Ministério da Saúde.

Os comitês eleitorais investem na suavização da imagem. Mas, temendo parecer artificial, aplicam pequenas doses do remédio.


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