Presidente Flávio Decat troca Cepisa pelo grupo Rede Energia

Flávio Decat deixa o cargo em abril para assumir grupo de empresas reunidas da Rede Energia


27/01/2010 - 21:56 -
Presidente Flávio Decat troca Cepisa pelo grupo Rede Energia

O grupo Rede Energia terá novo presidente. Será Flávio Decat de Moura, que hoje preside as seis distribuidoras federalizadas controladas pela Eletrobrás e que atendem o Acre, Alagoas, Piauí, Rondônia, Amazonas e ainda a Boavista Energia, de Roraima, e também presidente do conselho de administração de Furnas.

Decat deixa o cargo em abril para assumir, logo em seguida, o grupo de empresas reunidas no Rede, de Jorge Queiroz de Moraes Junior. Ele assume o lugar hoje ocupado por Carmem Campos Pereira Coura.

O lugar de Decat na Eletrobrás será ocupado por Pedro Carlos Hosken Vieira, ex-controller da Cemig e atual diretor financeiro das empresas de distribuição da estatal, informou na semana passada o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes.

Ontem, Decat falou por telefone com o Valor da cidade de Piripiri, no Piauí. Disse que ainda não se decidiu sobre o convite para uma empresa privada e que “se sair” será só no fim de março. O executivo disse que está “na dúvida e balançado” pelo convite e com dúvidas sobre “largar um projeto em andamento que está indo tão bem”.

Decat e Muniz estavam no Piauí inaugurando um projeto do programa Luz para Todos na pequena cidade do Estado onde antes a distribuidora Cepisa, uma das federalizadas durante o governo Lula, não tinha condições de investir. Decat contou que precisou criar uma empresa com estrutura capaz de instalar 86 mil ligações elétricas no Piauí este ano para atender o programa federal, que é subsidiado.

“É um projeto bonito, que me motiva muito. E largar um projeto em andamento, você sabe como é engenheiro, tem essa coisa de tratar como filho”, afirmou o engenheiro elétrico, que já presidiu a Eletronuclear (2001 a 2003) e a Gasmig (2004 a 2007) e foi diretor da Cemig (2003 a 2007)

A Eletrobrás contratou a Accenture para fazer a gestão, enquanto outra companhia foi contratada para fiscalizar e outra para montar um software de controle. Como não existiam técnicos, a Eletrobrás treinou 700 pessoas para trabalharem como instaladores de linhas no Estado, conta Muniz.

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