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Bebê com agulhas passa por cirurgia em Minas

Um bebê de 9 meses passou por uma cirurgia para a retirada de uma das quatro agulhas que foram encontradas no corpo


03/09/2010 - 14:56 - Terra

Um bebê de 9 meses passou por uma cirurgia, na noite desta quinta-feira, para a retirada de uma das quatro agulhas que foram encontradas no corpo dele. As agulhas foram verificadas após exame de raio-x e estão localizadas na região da bacia e nádegas. A cirurgia de urgência foi feita no hospital público de Inhapim, na região leste de Minas Gerais, onde mora a família da criança.

Após a operação, a menina foi levada para um abrigo público de Caratinga, a 20 km de Inhapim. Segunda a pediatra do hospital, Maria de Lourdes Fernandes Oliveira, a menina foi atendida na quarta-feira à noite, e o raio-x ficou pronto na quinta-feira. A primeira medida da pediatra, segundo ela, foi comunicar o caso ao Conselho tutelar e Ministério Público. “Era o máximo que podíamos fazer, proteger a criança, que tinha sinais de maus tratos”, disse.

A cirurgia durou poucos minutos. Uma das agulhas, que estava numa das nádegas do bebê, foi retirada. O local estava inflamado e havia risco de infecção: “Vamos esperar um momento melhor para retirar as outras agulhas, a criança já está protegida. A que precisava ser retirada com urgência já foi retirada”, afirmou Maria de Lourdes.

Ainda segundo a pediatra, o bebê era acompanhado por ela desde o pré-natal e parecia ser bem cuidada. “Mas, há cerca de cinco meses, ela apareceu com fraturas em três partes do corpo e resolvemos acompanhá-la mais de perto. Os pais levaram o bebê para uma outra unidade de saúde da cidade e lá me avisaram das fraturas. A partir daí, todas as vezes que eles vinham com a criança eu ficava de antena ligada”, afirmou a médica.

Depois da cirurgia, o Ministério Público e o Conselho Tutelar levaram a criança para o abrigo: “Esta medida foi solicitada para que a criança fique segura até a apuração das responsabilidades. Assim nós trabalhamos com mais tranquilidade”, afirmou o promotor Bruno Schiavo.

A Polícia Civil informou que os pais da criança, que têm 15 e 23 anos, estão em liberdade e, em depoimento, negaram qualquer tipo de agressão. A Justiça da cidade já retirou deles a guarda da filha.

Vizinhos da família, que mora em Inhapim, disseram à polícia que a criança seria usada em rituais de magia negra por uma avó, mas esta versão ainda é investigada. Os pais e a avó da menina não foram localizados pela reportagem.


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