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Homem é solto após 4 horas de sequestro em São Paulo

Em São Paulo, um homem viveu momentos de absoluto terror durante sequestro


26/07/2010 - 9:05 - Bom Dia Brasil

Em São Paulo, um homem viveu momentos de absoluto terror. Ele foi sequestrado em uma avenida da capital e levado para uma favela. Passou mais de quatro horas sendo ameaçado pelos bandidos. Ele foi salvo graças a uma denúncia anônima.

Uma denúncia detalhou exatamente onde era o cativeiro. Só assim os policiais conseguiram chegar ao local, no extremo da Zona Leste de São Paulo, no Jardim Pantanal. A vítima, um contador, estava em estado de choque.

Na periferia da capital paulista, em um ponto que não consta no mapa, ficava o cativeiro do contador. Ele foi levado para um quarto e obrigado a permanecer deitado, de olhos vendados. A vítima só foi salva graças a uma denúncia anônima. “Ele estava em estado de choque e ficou sem acreditar”, conta Gessimar Vianna, sargento da Polícia Militar.

“Pensava que pudessem me matar, que a menor preocupação era com o dinheiro que eles pudessem levar”, conta a vítima.

Durante as mais de três horas, em que foi mantido refém, o contador disse que ouviu vozes de vários homens diferentes, pelo menos, seis pessoas.

Durante todo tempo, a vítima ficou em uma cama com os olhos vendados e disse que os bandidos fizeram várias ameaças de torturá-lo. “De queimar, se a senha do banco não estivesse correta, de cortar o dedo. Chegaram a colocar meu dedo em algo cortante que eu não vi o que era, na nuca, no rosto”, revela. A vítima também levou socos no peito.

No cativeiro, a polícia encontrou um facão que pode ter sido usado nas sessões de tortura. Seis homens foram presos, eles estavam com os cartões do banco e a senhas da vítima, além de R$ 260 em dinheiro.

O carro do contador foi encontrado não muito longe do local. Perto do barraco, havia várias carteiras vazias que, para a polícia, podem pertencer a outras vítimas levadas para o mesmo cativeiro.

A polícia procura outros envolvidos no sequestro e outras vítimas, já que pela quantidade de carteiras que estava ali no teto, muita gente deve ter passado pelas mãos dessa quadrilha.


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