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Justiça liberta fazendeiro Regivaldo, acusado pela morte de Dorothy Stang

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu liberdade provisória ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão


19/05/2010 - 9:58 - G1
Justiça liberta fazendeiro Regivaldo, acusado pela morte de Dorothy Stang

A desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu liberdade provisória ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como “Taradão” e condenado a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang. Galvão foi o último réu julgado neste caso e, segundo a acusação, foi um dos mandantes do crime.

O julgamento ocorreu entre 30 de abril e 1º de maio deste ano. Ao juiz, ele negou as acusações. No pedido de liberdade, os advogados alegaram que o fazendeiro é réu primário, possui bons antecendetes, residência fixa e ocupação lícita.

Stang foi morta a tiros em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Segundo a Promotoria, a missionária foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram reivindicadas por fazendeiros e madeireiros da região.

Galvão foi acusado de ser um dos mandantes do crime. Outros quatro acusados de envolvimento, Rayfran das Neves Sales, Clodoaldo Carlos Batista, Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura, foram julgados e condenados a penas que variam de 17 a 30 anos de reclusão.


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