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Sigifroi lamenta cancelamento de prova da OAB

Sigifroi garante que o que ocorreu em Osasco não foi registrado em outros estados, como o Piauí


07/03/2010 - 21:59 - Clica Piauí

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, anunciou hoje (7) que a entidade decidiu anular, para todo o País, as provas da segunda fase do Exame de Ordem unificado, devido à constatação de uma irregularidade com a prova prático-profissional de Direito Penal, aplicada em Osasco (SP), no dia 28 de fevereiro. A entidade já marcou a data para as novas provas: 11 de abril.

A decisão foi tomada pelo Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB, reunido em Brasília, neste domingo (7), sob a condução de Ophir Cavalcante. Não haverá qualquer custo adicional para os candidatos que concorriam à fase anulada – cerca de 18,5 mil bacharelandos – na inscrição ao novo certame.

“A unificação está mantida e a credibilidade do Exame de Ordem é o mais importante neste momento”, destacou Ophir, lembrando que a aplicação do Exame passou a ser unificado em todos os Estados brasileiros a partir do final de 2009. “Queremos assegurar à sociedade brasileira que o Exame de Ordem tem sido um instrumento balizador do ensino jurídico no Brasil, e assim continuará sendo”, disse o presidente nacional.

O presidente nacional da OAB ressaltou ainda que as investigações em torno da fraude praticada continuam sendo conduzidas, na parte criminal, pela Polícia Federal “e, com toda tecnologia de que ela dispõe, esperamos uma solução para esse caso”, assegurou Ophir.

Já o presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno, que participou da reunião do Colégio de Presidentes, hoje à tarde, em Brasília, disse que lamenta os prejuízos experimentados pelos examinandos, mas acredita que a anulação do certame é a melhor saída. “Eu penso na lisura do processo. Está em jogo a credibilidade da Instituição e até mesmo dos bacharéis que se submeteram ao exame. Já imaginou ser aprovado em um teste que deixou arestas em sua credibilidade? Não seria bom”, disse Moreno.

Sigifroi garante que o que ocorreu em Osasco não foi registrado em outros estados, como o Piauí, mas o Teste da Ordem não pode alimentar rumores nem ter sua lisura questionada.


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