Deficientes ainda sofrem com falta de pontos acessÃveis em Teresina
Falta de estrutura não se restringe aos cadeirantes, mas alcança as gestantes e os idosos de Teresina
Ir e vir são direitos garantidos na Constituição para todos e em qualquer circunstância. Entretanto, pessoas que portam de alguma deficiência fÃsica encontram vários obstáculos para se locomover em Teresina. São calçadas altas, pisos quebrados, canteiros centrais de avenidas sem rampa de acesso, dentre outros empecilhos.
Segundo a arquiteta e coordenadora-professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do PiauÃ, Nicia Leite, 14% da população do paÃs é composta por cidadãos que possui deficiência fÃsica e, que por isso, utilizam de recursos que os auxiliam na locomoção, como cadeiras de rodas, muletas ou bengalas.
A falta de acessibilidade na capital não se restringe apenas aos cadeirantes, mas também a gestantes, idosos, obesos, cegos e pessoas que, por ventura, estão temporariamente debilitadas.
Ela diz que, apesar dos avanços nos últimos sete anos, muito ainda precisa ser feito. Para ela, uma das principais dificuldades encontradas por estes cidadãos está no acesso aos órgãos públicos. Os empecilhos vão desde calçadas mal estruturas até o destino final, as instituições públicas.
“Os responsáveis pelas obras pensam que fazer uma rampa ou disponibilizar um banheiro a estas pessoas com necessidades especiais é o suficiente e não é bem assim. É preciso fazer sim, mas tem que fazer direito senão não haverá condições de usufruir desses recursos”, frisou a arquiteta NÃcia Leite, que cita o novo prédio da Câmara dos Vereadores como exemplo de mau planejamento arquitetônico, pois este prédio, mesmo depois de pronto, teve que ser reestruturado.
Segundo suas observações, outro prédio que também apresenta irregularidades em suas edificações para atender este segmento de público e que ainda está em fase de conclusão é o Centro de Conveniência.
Na lista de remodelagens de edificações também estão os estabelecimentos comerciais. Atualmente, todo e qualquer centro comercial para ter seu alvará de funcionamento liberado pela prefeitura deve se adequar as normas da acessibilidade. No entanto, a presença de rampas nas portas dos comércios nem sempre são construÃdas com a inclinação correta, o que pode acarretar riscos aos usuários. O que prevê a normas da arquitetura é uma inclinação de 8,33% do nÃvel de área de passeio.
“O que não falta em Teresina são rampas com disposição irregulares. Os proprietários terminam fazendo de qualquer jeito e não basta apenas ter e sim demonstrar-se utilizável. É perigoso até um cadeirante cair ou ter que pedir ajuda para subir na calçada. Assim, não temos a acessibilidade em sua plenitude”, frisou.
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