Gustavo Neiva denuncia quebra de acordo e Kleber Eulálio reage no plenário da Assembleia

Deputados travam intenso debate em meio a conflito pela presidência da principal comissão da Assembleia


28/02/2012 - 13:27 - Da Redação
Gustavo Neiva denuncia quebra de acordo e Kleber Eulálio reage no plenário da Assembleia
Gustavo Neiva e Kleber Eulálio disputaram, no voto, presidência da CCJ na Assembleia

O deputado estadual Gustavo Neiva discursou no início da tarde desta terça, dia 28, na tribuna da Assembleia Legislativa, expondo um grave conflito entre os parlamentares pelo comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para Gustavo, seus pares abriram um precedente perigoso ao quebrarem um acordo que previa a ocupação pelo PSB do comando da CCJ. Ontem, o deputado estadual Kleber Eulálio foi eleito – através do voto dos líderes – para ocupar o cargo em reunião das lideranças no gabinete do presidente Themístocles Filho.

“Não posso deixar de lamentar a forma como tudo isso aconteceu. Não posso deixar de lamentar o precedente que todos nós abrimos em descumprir um acordo firmado em 2011, ratificado em 2012, por todos os partidos dessa Casa. Acho perigoso isso ter acontecido. Fiquei decepcionado com esta Casa”, disse Gustavo.

O socialista afirmou que sua intenção não é criar crise na base aliada, mas apontar sua decepção com o descumprimento de um acordo firmado pelos líderes da Casa. “Se fosse por merecimento, número de mandatos eu seria o seu [Kleber Eulálio] principal eleitor. Esse título conquistado dessa forma não engrandece seu currículo, pelo contrário, causa uma mancha. Eu não fui atrás de ninguém na esperança de que o acordo fosse cumprido na Assembleia. Até em respeito a autoridade do presidente”, afirmou Gustavo.

Em resposta, Kleber Eulálio minimizou a discussão – considerada por ele pequena – tendo em vista os problemas do Piauí. Ele lembrou que no ano passado o PSB reivindicou a presidência da Assembleia Legislativa, o que não foi possível resultando na reeleição de Themístocles Filho; o partido ocupou a vice-presidência com a retirada de um membro do PT que foi deslocado para a 1ª secretaria; e no mesmo ano o PSB reivindicou a presidência da CCJ. “Peraê! Tudo tem que ser pro PSB? Devagar, deputado! Não pode ser assim não! Isso aqui é o parlamento, aqui ninguém impõe vontade, vocês estão indo com muita sede ao pote. Tudo vocês querem, que história é essa? Peraê, não é assim não!”, disse Kleber.

O deputado nega que tenha participado de reunião que definiu a ordem de rodízio dos partidos na CCJ – bem garantiu a mesma posição para o à época líder do PMDB, deputado estadual João Mádison e ainda assegurou a mesma posição para o deputado estadual Cícero Magalhães. “O que ficou acertado foi que haveria o rodízio. É muita insistência, muito inconformismo. Eu não consigo entender, procuro uma razão e não entendo. Eu acho que vossa excelência exagerou. Qual é o motivo mesmo disso? Eu queria ter sido eleito sem eleição, mas infelizmente teve eleição por insistência da sua excelência”, disse Kleber.

ENTENDA O CASO
O PT, PSB e PMDB têm o mesmo número de deputados estaduais na Assembleia Legislativa. Em 2011, no início do ano legislativo, foi definido que seria estabelecido um rodízio no comando da CCJ. O PT ocupou o cargo no ano passado com a indicação do deputado estadual Cícero Magalhães, o PSB ocuparia no segundo ano e o PMDB ocuparia no terceiro. Já no quarto ano seria discutida uma nova regra para a ocupação da CCJ. “Isso ficou bem claro no acordo feito em 2011”, disse Gustavo Neiva. “Eu não descumpri nenhum acordo porque não tinha conhecimento”, afirmou Kleber Eulálio.

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