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Navio japonês M. Star explode no Golfo Pérsico

A parte de trás do navio japonês M. Star, que transportava 270 mil toneladas de petróleo, explodiu no Estreito de Ormu, próximo ao Golfo Pérsico


28/07/2010 - 16:11 - Terra

A parte de trás do navio japonês M. Star, que transportava 270 mil toneladas de petróleo, explodiu no Estreito de Ormuz, próximo ao Golfo Pérsico. De acordo com a empresa Mitsui O. S. K. Lines, responsável pela embarcação, não houve derramamento de petróleo no mar. A companhia suspeita que o navio tenha sido atacado.

“É muito provável que trate-se de um ataque”, disse o porta-voz da empresa, Eiko Mizuno. O Ministério de Transporte japonês levantou a hipótese da ação, que ocorreu na madrugada desta quarta-feira (17h30 de ontem, ho horário de Brasília), ter sido comandada por piratas. As autoridades, no entanto, não descartam a possibilidade de ato terrorista. No passado, a Al-Qaeda comandou ataques a estruturas petrolíferas nas proximidades da Arábia Saudita, além de um atentado suicida em 2002 contra um petroleiro francês na costa do Iêmen.

Apenas um dos 31 tripulantes afirma ter visto um flash segundos antes do estouro, dando a entender que algo possa ter atingido o petroleiro. A explosão atingiu a parte de trás da embarcação, perto da área onde os botes salva-vidas são guardados. Apenas uma pessoa ficou ferida ao ser atingida por um vidro quebrado.

O petroleiro, que tinha bandeira das ilhas Marshall, saiu dos Emirados Árabes Unidos com destino ao porto japonês de Chiba, a leste de Tóquio. Entre seus tripulantes estavam 15 indianos e 16 filipinos. Após a explosão, o navio retornou ao porto de Fuyaira, no Golfo de Omã.

Estreito de Ormuz
A rota é essencial para o transporte dos cerca de 16 milhões de barris de petróleo que deixam o Golfo Pérsico todos os dias. Por ela, passa um quinto das reservas mundiais que saem do Kuwait, Arábia Saudita, Barein, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Irã. O estreito está distante das áreas de ataque de piratas somalis, mas alguns contrabandistas atuam na região entre o Irã e o enclave de Omã.


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