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Após 10 anos, transplante de rim volta a ser feito no HGV

Hospital realizou um transplante de rim com captação de um doador falecido em Teresina


23/07/2010 - 12:12 - Assessoria

O Hospital Getúlio Vargas realizou ontem (22) o primeiro transplante de rim com captação de órgãos em doador falecido, depois de 10 anos sem realizar esse tipo de procedimento. Segundo a chefe da Clínica Nefrológica do HGV, Celina Castelo Branco, a cirurgia foi um sucesso e o paciente José Gomes de Carvalho Filho, 58 anos, passa bem.

Em agosto de 2009, o Hospital recebeu o credenciamento do Ministério da Saúde para realizar transplantes renais e uma equipe de profissionais foi enviada ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, para realizar treinamento.

Na tarde dessa quinta-feira, 22, a equipe composta pelos cirurgiões, Pedro Café e Gonçalo Vilarinho e os nefrologistas Cícero Sousa Neto, Luciano Coutinho, Diana Marisa, Celina Castelo Branco e Roosevelt Valente foram responsáveis pela realização do primeiro transplante de rim nessa nova fase do Hospital, que agora conta com estrutura adequada para começar um programa de transplantes. O procedimento durou aproximadamente 4 horas e a captação do órgão foi realizada na quarta-feira,21, no Centro Cirúrgico do próprio HGV.

A doadora foi uma mulher de 43 anos, da cidade Fronteiras, e que faleceu por complicações neurológicas. O receptor foi um homem de 58 anos, o qual fazia sessões de hemodiálise na Clínica Nefrológica do HGV, e estava na fila de espera desde maio de 2009.

A realização de transplantes renais pode ser feita tanto a partir de doadores vivos (através de familiares do paciente) ou cadáver, obedecendo à fila única da Central de Transplantes do Piauí.

No primeiro semestre de 2010 foram realizados no Estado 19 transplantes de rins de cadáver e 09 de doadores vivos, além de 89 transplantes de córneas.

Segundo uma das coordenadoras da Central de Transplantes , Patricia Figueiredo, somente para transplantes renais, há 300 pessoas na fila de espera, enquanto para córnea esse número chega a 600; e que o tempo médio para se conseguir um doador, e, consequentemente o transplante, depende de alguns fatores, como o da compatibilidade, por exemplo.


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