Teresina gasta milhões com pacientes do MA
A capital também recebe alguns pacientes vindos do Tocantins, mas esse número não é tão expressivo
Para serem atendidos nos hospitais de alta complexidade de Teresina, os pacientes de outros Estados precisam vir encaminhados pelas secretarias de saúde do municÃpio de origem. A medida já entrou em vigor e até o momento dois Estados já firmaram o pacto com Teresina, são eles: Pará e Maranhão. O pacto garante que o municÃpio de Teresina receba o repasse do SUS (Sistema Único de Saúde) referente ao atendimento a esses pacientes. “Só no ano passado foram gastos cerca de R$ 13 milhões só com pacientes vindos do Maranhão. Esse dinheiro poderia ter sido investido na melhoria da saúde do municÃpio”, afirmou o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Pedro Leopoldino.
Ele explica que o pacto é válido principalmente para os hospitais de alta complexidade, a exemplo do Hospital Getúlio Vargas e Hospital São Marcos. O último é referência no tratamento de câncer no Estado e a demanda por tratamento quimioterápico é muito grande. “Es-se tipo de tratamento é muito caro e é necessário ter esse ressarcimento”, completou. A maior parte dos pacientes de outros Estados que buscam atendimento aqui é do Maranhão. “O pacto já foi firmado com o Maranhão, o que autoriza os municÃpios a fazerem o mesmo. A secretaria de saúde do municÃpio de Caxias já nos procurou e agora estamos aguardando a de Timon”, afirmou o presidente.
Tal exigência é dispensável nos casos de atendimento de urgência e emergência. No Hospital de Urgência de Teresina (HUT) os pacientes vindos de outros Estados respondem por 16% dos atendimentos, sendo que 28% são pacientes de Teresina e 56% de pacientes vindos de outras cidades do Estado. As cidades do interior do Piauà também precisam se adequar à s exigências, visto que os pacientes também só serão atendidos se vierem referenciados pelo municÃpio.
Pedro Leopoldino ressaltou que o cálculo no repasse do SUS é feito de acordo com a população do municÃpio.
“Recebemos o mÃnimo para atender a população local”, afirma. Por conta disso, não “sobra” dinheiro para o municÃpio arcar com o tratamento de pessoas vindas de outros Estados. A conta é bem simples e o dinheiro da compensação é repassado pelo Ministério da Saúde. “Nós mandamos o pacto para o Ministério, que nos repassa o dinheiro”, diz.
A capital também recebe alguns pacientes vindos do Tocantins, mas como esse número não é tão expressivo dificilmente o estado firmará o mesmo pacto com Teresina. “O pacto também vale no sentido contrário. Se for necessário que um paciente do Piauà seja atendido em outro estado ele deverá ir referenciado”, concluiu.
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