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Teresina gasta milhões com pacientes do MA

A capital também recebe alguns pacientes vindos do Tocantins, mas esse número não é tão expressivo


15/06/2010 - 8:43 - Diário do Povo

Para serem atendidos nos hospitais de alta complexidade de Teresina, os pacientes de outros Estados precisam vir encaminhados pelas secretarias de saúde do município de origem. A medida já entrou em vigor e até o momento dois Estados já firmaram o pacto com Teresina, são eles: Pará e Maranhão. O pacto garante que o município de Teresina receba o repasse do SUS (Sistema Único de Saúde) referente ao atendimento a esses pacientes. “Só no ano passado foram gastos cerca de R$ 13 milhões só com pacientes vindos do Maranhão. Esse dinheiro poderia ter sido investido na melhoria da saúde do município”, afirmou o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Pedro Leopoldino.

Ele explica que o pacto é válido principalmente para os hospitais de alta complexidade, a exemplo do Hospital Getúlio Vargas e Hospital São Marcos. O último é referência no tratamento de câncer no Estado e a demanda por tratamento quimioterápico é muito grande. “Es-se tipo de tratamento é muito caro e é necessário ter esse ressarcimento”, completou. A maior parte dos pacientes de outros Estados que buscam atendimento aqui é do Maranhão. “O pacto já foi firmado com o Maranhão, o que autoriza os municípios a fazerem o mesmo. A secretaria de saúde do município de Caxias já nos procurou e agora estamos aguardando a de Timon”, afirmou o presidente.

Tal exigência é dispensável nos casos de atendimento de urgência e emergência. No Hospital de Urgência de Teresina (HUT) os pacientes vindos de outros Estados respondem por 16% dos atendimentos, sendo que 28% são pacientes de Teresina e 56% de pacientes vindos de outras cidades do Estado. As cidades do interior do Piauí também precisam se adequar às exigências, visto que os pacientes também só serão atendidos se vierem referenciados pelo município.

Pedro Leopoldino ressaltou que o cálculo no repasse do SUS é feito de acordo com a população do município.

“Recebemos o mínimo para atender a população local”, afirma. Por conta disso, não “sobra” dinheiro para o município arcar com o tratamento de pessoas vindas de outros Estados. A conta é bem simples e o dinheiro da compensação é repassado pelo Ministério da Saúde. “Nós mandamos o pacto para o Ministério, que nos repassa o dinheiro”, diz.

A capital também recebe alguns pacientes vindos do Tocantins, mas como esse número não é tão expressivo dificilmente o estado firmará o mesmo pacto com Teresina. “O pacto também vale no sentido contrário. Se for necessário que um paciente do Piauí seja atendido em outro estado ele deverá ir referenciado”, concluiu.


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