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Em 5 meses, 872 animais foram apreendidos em Teresina

Teresina tem uma grande quantidade de animais que vivem soltos nas ruas, a maioria nos bairros


07/06/2010 - 8:09 - Diário do Povo
Em 5 meses, 872 animais foram apreendidos em Teresina

A quantidade cães e gatos abandonados e perambulando pelas ruas dos bairros de Te-resina é alta. Muitos deles são deixados pelos proprietários, vivem famintos e em condições precárias. Além disso, ocasionam acidentes no trânsito e proliferam doenças. Entre os meses de janeiro e maio deste ano, o Centro de Zoo-noses capturou 872 animais nas vias públicas, denominados pelo órgão de animais errantes. Destes, 255 foram resgatados pelos donos, o restante foi eutanasiado, o que corresponde a 22,8% do total.

De acordo com o Código de Postura do Município, o animal retirado das ruas pelo Zoono-ses fica no centro por 72 horas a espera de um resgate. Transcorrido este período, se nenhuma pessoa se prontificar a recolhê-lo, o animal é sacrificado. A coordenadora do programa de raiva e Leishmaniose do Zoonoses, Rosângela Cavalcante, explica que um animal abandonado provoca alguns malefícios a saúde do homem e interfere diretamente na vida da população.

Segundo ela, um cão pode ocasionar acidentes envolvendo veículos motorizados, com bicicletas, agressão física (mordida, arranhões e quedas), além de aumentar a procura pela vacina anti-rábica no sistema de saúde pública, aumentando os gastos do município. Os bairros de Teresina que concentram um maior número de animais abandonados são: Santa Maria da Copidi, Renascença, Dirceu Arcoverde e Pedra Mole.

A captura dos animais é fei-ta de forma anônima pela população que pede ao Zoono-ses que faça a retirada do bicho da rua, por este estar causando incômodo ou muito debilitado. O serviço de captura funciona de 16h às 7h da manhã. Por dia são feitas em torno de três a cinco denúncias. “Nas periferias se vêem mais bichos soltos pelas ruas e sem nenhuma identificação. No Centro é mais raro presenciá-los”, frisou Rosângela Cavalcante, do Zoonoses explicando que as equipes de captura do órgão fazem o trabalho de recolhimento dos bichos no horário de menor movimentação nas ruas para não deixar o animal agitado, priorizando as áreas de maior número de denúncias.

“Recebemos reclamações da população porque as pessoas não entendem que o cão não fica parado.
Dirigimos a equipe para o local especificado e muitas vezes não encontramos o animal. As pessoas pensam que é má fé”, reiterou Rosângela Cavalcante.

Ela diz que as áreas escolares são prioridades para as equipes porque cães e gatos rondam o lixo farto do estabelecimento de ensino, criando o hábito e a certeza de que vão encontrar comida por lá. “As crianças terminam por se inte-ragir com os animais e isso pode ocasionar agressões, logo como lixo da merenda escolar é abundante, a quantidade deles rondado a escola é grande”, completa Rosangela, provocando os donos de animais domésticos que, se não querem mais o bicho em casa que procurem a adoção, pois um animal abandonado na rua é questão de saúde pública.

Atualmente, o Zoonoses não disponibiliza animais para adoção por não ter estrutura adequada para tratar dos bichos. Um projeto de lei já aprovado vai garantir no futuro uma nova sede para o centro, que possibilitará aos profissionais isolar os animais e realizar exames, facilitando os trâmites de doação para as pessoas interessadas em ter um animal de estimação.


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