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Sílvio fala sobre prefeito preso no Piauí

O candidato a governador Sílvio Mendes cobrou mais rigor da Justiça Eleitoral na apuração e punição dos casos de crime eleitoral


07/09/2010 - 15:32 - Da Redação

O candidato a governador Sílvio Mendes (PSDB) cobrou nesta terça-feira, dia 7, mais rigor da Justiça Eleitoral na apuração e punição dos casos de crime eleitoral que vêm sendo denunciados em todo o estado. “Todos os dias nós ouvimos e recebemos denúncias e mais denúncias de compra de votos e outros crimes eleitorais”, declarou.

Para ele, “é preciso que as instituições que compõem a Justiça Eleitoral investiguem e dêem uma resposta. A sociedade cobra isso”, declarou. Sílvio citou o caso do prefeito de Santana do Piauí, no sul do Estado, detido pela Polícia Federal sob acusação de fazer reunião política em uma escola pública, com suspeita de distribuição de dinheiro entre os participantes. “Trata-se de um caso muito grave, que requer uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, com a adoção das medidas cabíveis”, cobrou.

O prefeito em questão é partidário do governo do Estado e apóia a reeleição de Wilson Martins (PSB). O candidato lembrou que a PF tem serviço de inteligência com estrutura e competência para apurar casos dessa natureza. Ele lembrou também o caso da invasão à sede do partido Democratas em Teresina, ocorrida nesta segunda-feira, e lamentou que setores da política e da própria Polícia estejam tentando minimizar a gravidade do fato. “É um caso que precisa ser apurado para que se saiba exatamente quais as intenções de quem o praticou. Não pode ser relegado, tratado como um fato normal”, disse ele.

Sílvio voltou a citar que por onde anda recebe denúncias de compra de votos e outros crimes eleitorais. “Há alguma dúvida de que esteja ocorrendo compra de voto no Piauí?”, questiona. Ele considera, porém, que não têm de ser os candidatos que precisam produzir provas e entregar ao Ministério Público para formalizar a ação. “Se eu for atrás de provas, vou deixar de ser candidato a atuar como polícia. É o Ministério Público e a Polícia Federal que têm de investigar”, cobrou.


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