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Bovespa cai 0,31% e dólar chega a R$ 1,765

Depois de abrir em alta, o índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, teve queda de 0,31%


17/03/2010 - 20:50 - G1

A expectativa em relação à decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre a taxa Selic levou para baixo a Bovespa nesta quarta-feira (17), na contramão de outros mercados, que subiram diante da percepção de que a taxa de juros americana ficará em próxima de zero no longo prazo.

Depois de abrir em alta, o índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, teve queda de 0,31% no fechamento, encerrando o pregão aos 69.723 pontos. O giro financeiro da sessão ficou pouco acima de R$ 5,4 bilhões.

Ações
Entre os ativos de maior peso no Ibovespa, Petrobras PN recuou 0,16%, a R$ 37,15; Vale PNA caiu 0,37%, a R$ 47,65; Itaú Unibanco PN cedeu 0,92%, para R$ 37,50; BM&FBovespa ON teve queda de 2,42%, a R$ 11,29; e Gerdau PN se depreciou em 0,39%, a R$ 27,85.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, apresentou a campanha de perfuração exploratória em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas no ano de 2010. Além da campanha exploratória, a Petrobras investirá R$ 1,5 bilhão em águas rasas e nos campos terrestres de Sergipe. Em exploração, serão investidos R$ 415 milhões.

Já a Vale fechou uma emissão de 750 milhões de euros em bônus de oito anos. Os papéis foram precificados com taxa de retorno (yield) de 4,44%. Em nota, empresa diz que usará dinheiro para “propósitos corporativos”, sem detalhar exatamente com qual finalidade.

Análise
O índice testou os 70 mil pontos em cinco dos sete pregões mais recentes, incluindo o desta terça-feira, mas não conseguiu manter o patamar em nenhum deles. O Ibovespa opera abaixo desse nível desde o dia 14 de janeiro.

“Toda vez que a Bolsa chega à faixa de 70 mil a 71 mil pontos, ela perde força e não consegue avançar, tendo em vista a falta de definição no cenário externo e a própria parada do fluxo de investidor estrangeiro. Com isso, o mercado aproveita para realizar lucro”, afirma o assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro.


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