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Ativista negra é vítima de racismo na Bahia por usar mega-hair

A situação revela o comportamento racista a partir da identificação dos traços fisionômicos do povo negro


09/06/2010 - 7:58 - Poly Bandeira

No dia 18 de Maio de 2010, a ativista negra e feminista do Instituto Búzios, formada em administração de empresas, Eva Bahia foi vítima de racismo praticado pelo Dr. José Nunes Sarmento, médico da Clínica Delfin de Salvador – Bahia. Comparecendo a esta Clínica para fazer um Raio-X, posteriormente foi ao médico que assinaria o laudo e este lhe fez de forma sarcástica o seguinte questionamento: “A Senhora veio tirar raio-x do crânio ou das tranças?!”.

Atônita, Eva disse que não havia compreendido o questionamento, e sem nenhum acanhamento ele repetiu a mesma pergunta depreciativa e logo em seguida afirmou que não tinha como emitir um laudo das tranças e para finalizar complementou que não poderia emitir o laudo “disso…”. Indignada, Eva dirigiu-se a Drª. Clarissa Sarmento (provavelmente parente do médico) da administração da clínica para prestar queixa, esta disse que levaria o caso à coordenação e emitiu o laudo citando que artefatos (mega-hair) na cabeça prejudicaram a avaliação das estruturas.

A situação revela o comportamento racista a partir da identificação dos traços fisionômicos do povo negro. O tratamento discriminatório, ofensivo e injusto é inquestionável, é contundente, de forma a revelar a tentativa de colocação do negro em situações inferiores, subalternas e não dignificantes. Contando com a orientação jurídica do Aganjú – Escritório de Apoio Jurídico Aos Afrodescendentes, Eva entrou com uma representação no Ministério Público contra o ato racista, conforme o relato


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